segunda-feira, 9 de julho de 2007

Entrevista com o técnico Ranieri

Agradecimentos: "Primeiro de tudo gostaria de agradecer a Juventus por me ter escolhido. Mas também ao presidente do Parma por ter me trazido de volta à Itália, toda a cidade e os jogadores pelo final de temporada arrasador que fizeram".

Orgulho: "Estou muito orgulhoso por esta oportunidade que me foi dada. Se trata de uma experiência bela e eletrizante. Tem-se que trabalhar duro e recuperar posições que competem a este clube. O projeto é ambicioso, mas estou seguro que o faremos bem, os torcedores devem ficar tranqüilos. Ficarão orgulhosos daquilo que faremos na Itália e na Europa".

Contatos: "Esta chamada da Juventus foi como um raio num céu calmo, não a esperava. Nos últimos dias vi muito o meu nome nos jornais, mas até sábado a noite não houve contatos. Obviamente a primeira ligação me deixou muito contente".

Escolha rápida: "Quando vem uma oportunidade assim, quando é a Juventus que chama, não se pode pensar. À Juventus não se pode dizer não. Houve negociações com o Manchester City, mas continuava a aguardar, assim fazia 15 dias que esperava. O tempo passou e não é culpa minha".

Planos: "Eu enxerguei a possibilidade de levar a Juventus ao lugar que lhe compete. Tem-se que investir e construir, e o meu currículo mostra essa situação de misturar campeões e jovens. Isso não me faz tremer os pulsos. Vendo a história e os homens, estes jogadores serão os maestros para os garotos".

Promessas: "É o certo de se fazer. A Juventus teve uma pausa para refletir, foram embora muitos campeões e agora se tem que reconstruir. Eu não gosto de prometer e não cumprir. O que sei é que faremos de tudo para chegar o mais alto possível em menos tempo possível. Aqui há um clube que quer voltar aos altíssimos níveis, mas não se pode ter tudo tão rápido. Abramovic gastou tanto e nunca venceu a Champions League, Moratti investiu tanto antes de vencer com a Inter. Para construir um time leva tempo".

Espírito: "Aquilo que quero é o espírito da Juventus. Dei os cumprimentos ao Lippi quando venceu, o seu time não era o mais forte no papel mas no campo demonstrou personalidade. Eu não quero o melhor, nem o máximo, mas sim mais. Problemas pra quem não quiser se esforçar.

A batalha imediata: "Não coloco um objetivo mínimo. Estou curioso para ver o quanto sabemos fazer. Nos lugares onde estive sempre fiz comparações com a temporada anterior. Aqui não tenho uma referência para comparação, haja vista o quanto fiz ano passado. Devemos demonstrar valor, enfrentaremos todos e no fim deveremos estar contentes do quanto conseguimos".

Versatilidade: "Não tive mais problemas no sistema de jogo. Já em 1987/88 com o Cagliari eu gostava de mudar o sistema durante as partidas. Os times devem saber jogar em todos os métodos. A Juve de Lippi mudava muito o sistema de jogo, a do Capello um pouco menos. Comigo não consegui apenas com o Napoli. Habituado a jogar com Maradona, qualquer número 10 seria comparado a ele. Acreditei num rapaz que se chamava Zola e os fatos me deram razão".

Jogo bonito: "No entanto acredito que este ano não tenha sido fácil fazer um jogo bonito na Série B. Entendo as dificuldades de Deschamps e dos campeões. Lembro-me quando estava na Fiorentina, todos esperavam. Na ida todos queriam se encontrar para fazer um belo show, e no jogo de volta todos se fechavam para se segurar e era difícil jogar".

Campeões e jovens: "Buffon é um representante da Itália. A Juventus tem a sorte de tê-lo no seu elenco, é uma grande coisa. Tenho esperança que o seu 75 vire 100. Ele, Del Piero, Nedved, Camoranesi, são jogadores com que dividirei a tarefa de fazer os jovens crescer, já que aqui existem tantos que podem fazer bonito. Trezeguet deve renovar, por ora é entre eles, e o discurso está suspenso".

Contratações: "Estou contente pelos jogadores já contratados. O Grygera eu já queria no Chelsea, Criscito é muito interessante e estou seguro que fará uma ótima carreira, enquanto Salihamidzic foi uma grande sacada, um dos melhores meio-campistas da Europa".

Outras chegadas: "Lampard? Não vamos iludir as pessoas. Agora pensaremos em todas as oportunidades. Tenho a sorte de conhecer tantos jogadores no exterior e de ter tantos observadores. Conheço Sensibili e Sandreani e falando com Secco nos encontramos em sintonia. Entre falar e fechar negócios se precisa de tempo, mas há sintonia com o clube. Aqui há gente que sabe o que quer. Gostei muito de dividir a mesma opinião sobre diversos jogadores".

Torcedores: "O povo é parte integrante do projeto. Eles venceram tanto no passado. Este ano sofreram e no próximo ano poderão fazê-lo ainda mais. Mas queremos que tenham orgulho deste time. O importante é que somos a Juventus, um clube sério que quer voltar ao seu estilo, ao seu modo de ser. Os resultados são belos, mas há mais, que é o poder dizer aos torcedores da Juventus para serem orgulhosos disso".

Semeador-colhedor: "Tenho orgulho de ser semeador como nas outras cidades, mas também colhedor. Toda a experiência maturada nos anos estará a disposição dos jogadores. Vamos querer uma grande vontade de se redimir e dar a volta por cima, porque estarão sempre em meio a comparações com a antiga Juventus. As lembranças deixaremos fora. Haverá nostalgia, mas nós vivemos no presente e no futuro".

Desafio fascinante: "Para aceitar um encargo, devo achar estimulante o projeto e este seguramente o é. Como a escolha do Parma, um desafio que me agradava, muito fascinante".

Ponto de partida: "Para mim a Juventus não é um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida. Até agora tentei ser um treinador, e agora posso ser. Para isso aproveitarei a colaboração do meu vice Christian Damianò, do preparador de goleiros Giorgio Pellizzaro e do preparador físico Riccardo Capanna".

Férias: "Queria sair de férias de descansar. Mas a perco com satisfação por causa desta nova aventura, permanecerei em constante contato com o clube e voltarei a Turim".

Fonte: site oficial da Juventus.

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